Loading

Marta Andrade Rodrigues

mscar78@gmail.com

A navegar...

Sou um barco, um barquinho

Sei de onde venho e para onde quero ir,

O céu limpo e o brilho do sol ajudam-me a remar, a remar, a remar

De repente um negrume,

Deixo de ver quem sou, deixo de ir para onde vou

Sou agredido pela onda,

aquela onda que veio de lá de onde não vi,

não tive tempo e virei...

virei...mas não caí...

não vou cair...

apenas me deixo ficar...a aceitar

que também sou fácil de virar.

 

Deixo a onda passar...

O raio de sol vai-me acordar,

vou retomar o meu rumo,

o céu de frente vou olhar.

Vou ficar à deriva...

Não, não e não!!! Isto não é um beco sem saída!!!

Vou tornar a remar

para em bom Porto encalhar.

E não há onda, nem maré

nem tempestade em alto mar,

que me impede de navegar.